COGITADO: DR. JUNIOR DO SAAE PODE SER O NOME INDICADO COMO CANDIDATO A VICE PREFEITO DE ROBERTO COSTA - Randyson Laercio

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

COGITADO: DR. JUNIOR DO SAAE PODE SER O NOME INDICADO COMO CANDIDATO A VICE PREFEITO DE ROBERTO COSTA

Das várias convenções municipais que acontecem em Bacabal na próxima sexta-feira (05), uma tem criado muita expectativa. Ninguém até agora, nem mesmo os mais próximos do pré-candidato a prefeito Roberto Costa (PMDB), sabem quem será indicado como vice em sua chapa.

Nas esquinas da cidade, nas redes sociais e no senadinhos, alguns mais apressados ariscam apontar alguns nomes.

O escolhido pode ser alguém sequer imaginado, entretanto, os nomes mais comentados são do ex-vice-prefeito Dr. Almir Júnior (PSDB) e do ex-deputado estadual Jura Filho (PRTB).

Será do senador João Alberto a palavra final.

A verdade é que, se não houver nenhuma grande surpresa, Dr. Júnior deverá ser o escolhido e se, assim for, tem todos os méritos, pois apesar de ser mais técnico do que político, tem uma vida honrada e serviço prestado ao município.

Almir Carvalho Rosa Junior ou Júnior do SAAE - como todos gostam de chama-lo pelo fato de ser funcionário de carreira daquela autarquia onde também foi diretor -, é bacabalense. Cursou o ensino fundamental no Colégio Municipal (hoje Escola Militar Tiradentes); o ensino médio no Colégio Nossa Senhora dos Anjos (Conasa).

Graduado em Administração de Empresas (UEMA-São Luís) e Pedagogia (UVA-Sobral-CE) e pós-graduado em Administração Estratégica com ênfase em Marketing (Universidade Estácio de Sá-RJ).

Cedo, Almir Junior deixou a terra natal para estudar na capital, São Luís, a fim de buscar êxito profissional, com isso, trabalhou na extinta TELMA, hoje TELEMAR, e no Tribunal Regional Eleitoral TRE—MA.

Filiado ao PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, Dr. Júnior diz que algo que nunca passou pela sua cabeça, foi lograr cargo público, mas, por ter administrado o SAAE em sua melhor fase, foi convidado a concorrer ao cargo de vice-prefeito de Bacabal na eleição de 2004. Eleito, não se acomodou e nem aceitou o papel de coadjuvante e, durante os quatro anos  de mandato,esteve à frente de pastas importantes como a Administração e Planejamento e Educação.

Na eleição seguinte, em 2008, Dr. Júnior teve que se sacrificar politicamente em e abrir mão da reeleição para ceder a vaga para a, então recém-aliada, Taugi Lago.

Após mais uma vitória do grupo nas urnas, foi lhe dada novamente a árdua missão de continuar na Secretaria de Administração onde também agia como uma espécie de parachoque devido sua habilidade técnica em lidar com funcionários e fornecedores.

Durante 16 anos que participou ativamente das gestões dos ex-prefeitos Zé Vieira (1997 a 2003) e Raimundo Lisboa (2004 a 2012) Dr. Júnior teve o discernimento em saber separar o público e o privado. Muito embora exercesse cargo relevante, mão abriu mão do convívio social com sua legião de amigos, amizades, aliás, que mesmo depois de sair do poder soube conserva-las, diferentemente do que acontece com a maioria dos políticos, e isso se dá em virtude de honrar sua palavra e seus compromissos.

Um bom exemplo a ser citado é no próprio SAAE. Há mais de uma década longe da direção é até hoje cortejado pelos servidores que ainda se recordam dos bons momentos vividos na época que  ele foi diretor: pagamento em dia, gratificações, eventos festivos para a família, e, sobretudo, apoio total ao time de futebol que representava a empresa em inúmeras competições de futebol amador, seja em Bacabal, outras cidades, e até em outros estados.

Dr. júnior também deixou boas lembranças quando esteve comandando direta e indiretamente o Bacabal Esporte Clube, quando, novamente foi confiada à sua experiência administrativa a função de coordenar a parte financeira.

O mais importante que deve ser considerado em tudo isso é que, mesmo diante de todas as condenações judiciais e eleitorais que Zé Vieira, Raimundo Lisboa e assessores sofreram, incluindo prisões, Dr. Júnior nunca figurou como réu em nenhum desses processos e a prova maior é a sua ficha limpa com a Justiça Eleitoral, sem pendências, livre para concorrer e ocupar qualquer cargo público.

Em uma das suas entrevistas, concedidas em dezembro de 2013 ao blogueiro, cantor e compositor Zé Lopes. Dr. Júnior falou um pouco da sua carreira política e profissional. O Blog do Sérgio Matias separou alguns trechos e reproduz abaixo.

Entrevista

Dr. Júnior - O ex-presidente José Sarney sempre afirma que política não tem porta de saída, apenas porta de entrada. Quanto à afirmação de que eu tenho sido visto “fazendo articulações”, lhe garanto que essas articulações, ou esses encontros decorrem de uma situação natural do homem público que preside um partido. Nada tenho feito no sentido pessoal de uma, como você coloca, pretensa candidatura [a deputado estadual em 2014]. Eu já aprendi que candidatos não nascem sozinhos e que candidaturas são construídas em grupos com o aval da sociedade. Quanto ao discurso procuro me manter coerente e busco a mesma linha desde que entrei para a vida pública. Não tenho porque mudar, criar um discurso que traduza uma linha nova. É claro que eu tenho planos, ideias, projetos, pretensões, sonhos... Mas aceito que tudo venha ao seu tempo e há sua hora. Hoje eu não sou candidato, nem “pretenso”, mas o futuro a Deus pertence e eu tenho que deixar o futuro acontecer.

Zé Lopes – O senhor passeia livremente por todas as camadas políticas e sociais de Bacabal, tem um nome leve, foi da comissão de frente, inclusive diretor do SAAE no governo Zé Vieira e vice-prefeito de Dr. Lisboa. Que vantagem o senhor pode tirar desse trunfo?

Dr. Júnior - Agradeço também pelo “nome leve” e entendo isso como “leve” politicamente. Quanto a nutrir uma boa relação com diferentes nomes e transitar bem em diferentes camadas políticas e sociais, isso se dá em razão da rigorosa educação de princípios que eu recebi dos meus pais, da sólida estrutura familiar na qual vivi e fui criado da qual me fez ter o respeito como princípio principal de uma relação interpessoal. Sou um bom construtor de amizades, só isso. Não vou usar essa situação para “tirar vantagem”, principalmente “vantagem” política.

Zé Lopes – O senhor é homem do povo, é amigo dos mais influentes políticos do estado e isso lhe capacita para uma eleição. Como está sendo a sua preparação para essa batalha?
Dr. Júnior – No momento não desenvolvo nenhuma preparação especial para nenhuma “batalha”, seja ela política ou não. Continuo tocando a minha vida como sempre toquei, sem nenhuma preocupação ou qualquer tipo de preparação para uma futura candidatura.

Zé Lopes – Temos [em 2013] teoricamente três deputados federais, Zé Vieira, Alberto Filho e Simplício Araújo, temos os deputados estaduais Carlinhos Florêncio e Roberto Costa, temos o senador João Alberto, temos o secretário de turismo Jura Filho. Com todos esses nomes, a cidade não consegue andar. Há alguma explicação?

Dr. Almir Júnior – Nós não devemos esquecer que não foram só esses nomes que foram votados aqui. Se você pegar o último mapa eleitoral descobrirá que muitos outros aqui foram votados. Teve gente que obteve menos de 100 votos, teve gente que teve mais de 100 votos, mas são muitos os nomes. O nosso hábito é cobrar os tidos como bacabalenses. Porém não podemos esquecer todos esses outros, porque eles vão voltar aqui pedindo votos novamente e sem nenhum tipo de cobrança da nossa parte. Quanto ao “não consegue andar”, nós temos que lembrar que o município é apenas a menor parte da federação. O chamado desenvolvimento com o qual tanto sonhamos nasce de uma série de ações que são planejadas em longo prazo e que devem ser desenvolvidas a partir da federação, passando pelo Estado.

Zé Lopes – O senhor viveu toda a sua infância em Bacabal, saiu para estudar, voltou pra Bacabal. Como o senhor gostaria que Bacabal tivesse hoje?

Dr. Júnior - Esse é um bom questionamento e sobre o qual eu levaria horas dissertando. Vou tentar resumir. Todos nós filhos de Bacabal, assim como todos os filhos que Bacabal abraçou como mãe, seguramente sonhamos com uma Bacabal muito melhor, uma cidade que garanta o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos e proporcione a continuidade e perenidade de nossas famílias com qualidade de vida.

Zé Lopes – O senhor foi vice prefeito do Dr. Lisboa, saiu como vice novamente do Zé Vieira [em 2012], que foi substituído pela sua esposa Patrícia Vieira que teve uma votação inexpressivo e perdeu a política. Onde o seu grupo errou?

Dr. Júnior - O erro foi que o nosso candidato não tinha condições jurídicas de pleitear Prefeitura de Bacabal, mas convenceu o nosso líder que tinha e nosso grupo aceitou e trabalhou. Nós não tínhamos um plano “B” porque tínhamos sido convencidos de que o nosso candidato tinha uma situação jurídica sólida.

Zé Lopes – Quem é realmente Dr. Júnior?

Dr. Júnior – Eu sou um homem simples e comum. Um filho que honra o nome da mãe e do pai. Creio em um Deus uno. Como a grande maioria dos bacabalenses ralei para conquistar o meu espaço e sei que o conquistei porque o mereço. Mas o fato de ter chegado aonde cheguei não me envaidece e nem me torna diferente. Se for o desejo de Deus quero ir muito mais longe, mas sempre me mantendo dentro dos preceitos morais que me foram ensinados e que são à base das minhas conquistas e do meu futuro.

Blog Sérgio Matias

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