domingo, 4 de dezembro de 2016

DECISÃO DO SENADO GARANTE A FLÁVIO DINO DIREITO DE PLEITEAR A REELEIÇÃO; GOVERNADOR PODE DISPUTAR COM ROSEANA SARNEY E ROBERTO ROCHA


A decisão do Senado da República de excluir do projeto que extingue de vez a reeleição do país os eleitos em 2014 e 2016 colocou ponto final e mandou para o espaço o pacote de dúvidas que vinham dificultando ao governador Flávio Dino (PCdoB) traçar o roteiro do seu futuro político para os próximos tempos. Com a medida, o governador poderá preparar tranquilamente o seu projeto de reeleição, enquanto que seus adversários, a começar pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que apostaram todas as suas fichas na possibilidade de extinção total do direito de tentar renovar mandato executivo, estão agora obrigados a reavaliar seus projetos, diante do colossal obstáculo que é a candidatura natural do chefe do Governo a passar mais quatro anos residindo no Palácio dos Leões. A decisão da Câmara Alta reabre o tabuleiro onde se darão os movimentos com vistas à corrida para as duas vagas de senador, que passarão a ser o fofo central da grande disputa dentro dos mais diferentes grupos da situação e da oposição para 2018.
Com o direito garantido de concorrer à reeleição, o governador Flávio Dino ganha sinal verde para preparar seu grupo para a decisiva corrida eleitoral marcada para daqui a exatos 23 meses. No seu caso específico, ele respira com certa facilidade, pois não há no horizonte um nome com cacife para enfrentá-lo nas urnas. O projeto de candidatura que mais se aproxima dessa condição é o do senador Roberto Rocha (PSB), mas mesmo com a garantia de mais quatro anos como senador a partir de 2019, é improvável que o socialista crie uma situação que justifique lançar-se num embate direto contra o seu parceiro de eleição. Rocha tem inteligência política suficiente para avaliar que esse projeto só teria viabilidade em condições excepcionais, que pelo menos até aqui não aparecem no horizonte. Poderá até romper com o governador e liderar um movimento ou se juntar a um grupo adversário, mas com todo o zum-zum que o certa, o caminho, mais provável é que Roberto Rocha se mantenha ao lado de Flávio Dino como um aliado com expressivo grau de independência, de olho em 2020, quando ocorrerá sucessão na Prefeitura de São Luís e 2022, para a sucessão de Dino, caso ele seja reeleito em 2018.
Outro candidato para enfrentar Flávio Dino em 2018 é a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Na avaliação de políticos experientes, mesmo sendo um quadro para ser levado a sério em qualquer disputa majoritária no Maranhão, a ex-governadora não teria – pelo menos visível  no momento – cacife suficiente para sair vitoriosa no embate. O argumento de que terá o Governo Michel Temer e outras forças conservadoras puxando a brasa para sua sardinha não é suficiente torná-la forte o suficiente se impor esse desafio. Aliados de primeira hora de Roseana Sarney, como senador João Alberto, presidente do PMDB no Maranhão, já se movimentam como se ela já tivesse decidido candidatar-se ao Governo. Outros, menos entusiasmados, suspeitam que a ex-governadora esteja focada numa das vagas de senador, avaliando ter ela chances concretas de se dar bem, mesmo disputando com nomes de peso como Humberto Coutinho (PDT), Sebastião Madeira (PSDB), José Reinaldo Tavares (PSB) e Gastão Vieira (PROS), Weverton Rocha (PDT) e João Alberto (PMDB).
Rascunhado num contexto bem mais amplo, que envolve o cenário político nacional, o futuro do governador Flávio Dino a ser decidido pelas urnas de 2018 poderá também ganhar outro rumo. A Coluna reforça a cada dia a impressão de que em meio ao vazio de liderança que hoje ameaça a sobrevivência das organizações partidárias de esquerda, Flávio Dino é por muitos apontados como o nome que pode liderar a sua mobilização. Único governador do PCdoB e cuja influência elegeu no Maranhão metade (46) dos prefeitos do partido em todo o país, Dino é hoje o seu nome de proa, com bom trânsito no PT, no PSB, no PDT e outros mais. Evidente que não interessa ao governador brigar por tal espaço, principalmente num ambiente de disputa e tensão, mas como dizem as raposas políticas, “se o cavalo passar selado…” Quem sabe?
O governador Flávio Dino tem demonstrado até aqui muita habilidade para tratar com situações políticas delicadas. Sabe que tem dois rumo a atraí-lo, e não há dúvida de que, no que respeita ao seu projeto de poder no Maranhão, não há dúvida de que o caminho será a reeleição. Mas, se na mais remota das hipóteses a opção por entrar de cabeça no cenário nacional, o fará pela via senatorial.
Por Ribamar Correia

SUSPEITO DE AGIOTAGEM É PRESO EM BACABAL COM VÁRIOS CARTÕES DO BOLSA FAMÍLIA

Por volta das 18 horas deste sábado (03) uma guarnição do 15º BPM fazia ronda pelas principais ruas do centro de Bacabal quando resolveu abordar dois homens em atitude suspeita que saiam de motocicleta da agência da Caixa Econômica Federal, na rua Osvaldo Cruz.

Com Miguel Luís Gomes de Sousa, de 49 anos de idade, foram encontrados e apreendidos 10 cartões magnéticos, de conta corrente e do programa federal Bolsa Família em nome de terceiros, além de R$ 1.420,00 (mil quatrocentos e vinte reais) em espécie.

“Miguelzinho”, como é mais conhecido, alegou que os cartões eram de clientes que compravam fiado em seu comércio, mas negou que seja fruto da prática de agiotagem.
O homem que estava com ele alegou que apenas havia aceito uma oferta de carona na motocicleta e, sequer, tinha conhecimento desses cartões.

Em 2015, “Miguelzinho” foi detido e conduzido para a delegacia também por suspeita de agiotagem. Na época, a polícia chegou até ele através de várias denúncias de populares que costumeiramente o acusando dessa prática.

Naquela oportunidade foram encontrados com ele alguns cartões magnéticos do Bolsa Família e de instituições bancárias, todos em nome de terceiros, além de uma determinada quantia de dinheiro em espécie.

Miguel Luís Gomes de Sousa é filho de Seu Araújo (ex-coletor da Receita Federal), pessoa de ilibada conduta e respeitada por todos em Bacabal, principalmente, pela enorme parcela de contribuição que por vários anos deu ao futebol profissional e amador bacabalense.

O suspeito também é cunhado do vereador Serafim Reis.

Blog Sérgio Matias

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"VAMOS CHEGAR MUITO FORTES E MAIS PREPARADOS AINDA EM 2018" AVISA JOÃO ALBERTO


Com experiência e competência comprovada na política, e imenso currículo, o senador João Alberto Souza comanda, há mais de 20 anos, com dedicação e firmeza, o PMDB do Maranhão. Este trabalho é tão intenso que inclui articulações permanentes, sempre dedicadas a fortalecer o partido e seu grupo.



A dedicação de João Alberto ao seu grupo e ao PMDB do Maranhão ganhou destaque na coluna do 'imortal' Benedito Buzar, presidente da Academia Maranhense de Letras. Para o experiente político, hoje na oposição ao governo estadual, o momento é de reorganização, de construir alianças, mobilizar as forças e apresentar uma alternativa de poder nas eleições de 2018.



"Há muita bravata, muito mito e uma perseguição explícita à classe política promovida pelo governador Flávio Dino e por seus assessores mais próximos. O argumento é 'mudança'. Ora, a política jamais teve tal propósito. Pelo contrário. A política é a arte do diálogo, de somar e multiplicar. O que o atual governo promove é a fórmula oposta, a de subtrair e diminuir', avalia.



O senador, presidente do Conselho de Ética do Senado, é um dos parlamentares mais atuantes e respeitados em Brasília. Chamou para si a responsabilidade de manter unido o PMDB maranhense e seus aliados. Incansável, é também presença pontual nos municípios do interior e na sede do partido, no São Francisco, em São Luís.


"É a vida corrida do parlamentar responsável. A política é minha vocação. É preciso estar sempre atento às necessidades do Brasil e, mais ainda, as do povo do Maranhão. Vamos chegar muito fortes e mais preparados ainda em 2018", avisa.

Por Ormuz Rivaldo 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FLÁVIO DINO USA POLÍCIA E JUSTIÇA CONTRA "ADVERSÁRIOS OU INIMIGOS", DIZ SARNEY

A democracia é uma disputa entre pessoas que desejam influir ou exercer o poder, desde que começou a ser exercida pelos Estados criados ao longo de séculos de experiências, em busca de como evitar a violência e constituir-se o poder baseado em leis e não em homens, aquilo que hoje chama-se o Estado de Direito. Um dos métodos políticos do mundo democrático, no entanto, foi o de desclassificar o adversário.
Essa técnica ficou tão consolidada que agora mesmo, na maior potência do mundo, os Estados Unidos, a campanha presidencial foi feita com ataques pessoais, na descoberta e criação de escândalos, muitos deles tão escabrosos que parecia estarmos num país de instituições primárias. Assim, levou vantagem quem mais desmoralizou o adversário. Foi quase que um episódio vergonhoso ver o chefe do FBI anunciar, poucos dias antes das eleições, uma investigação que comprometeu a candidata do Partido Democrático, sob o pretexto de que poderia haver, num computador do marido de uma colaboradora, mensagens confidenciais de quando era Secretária de Estado. Vejam-se os métodos que foram capazes de alterar decisivamente o resultado da eleição.
A luta pessoal, se por si mesma já é condenável pela baixaria que possibilita, fica mais grave quando o Estado participa dessa desclassificação do adversário. É como se a tortura fosse usada como uma política de Estado – o que aliás faz parte dos mandamentos de crueldade de Trump.
O Brasil atravessa atualmente uma fase de histeria contra os políticos, e se tenta não apenas desmoralizar as pessoas, mas demonizar a atividade política, generalizando o conceito de que todos os políticos são desonestos, sem dizer o que deve substituí-los. O maior perigo desse procedimento é ser uma proposta escatológica. Se ele já tivesse tido êxito em outro lugar do mundo, poderia ser um exemplo a seguir, mas julgar que é o Brasil que vai descobri-lo é também esquecer que, em toda parte que foi tentado, o resultado foi ou levar o poder aos militares ou destruir os países. Eles levaram a vários tipos de dissolução da sociedade e às ideologias que construíram os maiores campos de terror do mundo, como o nazismo e o fascismo.
Lenine e Stalin tentaram estabelecer outro tipo de luta, pregando que a política é uma guerra, onde não há adversários, mas sim inimigos num campo de batalha, em que o objetivo da luta é destruir, matar, dissolver o outro lado.
Em seu livro 1984, George Orwell criou o domínio do Big Brother, que controlava a vida de todos, numa antecipação da vigilância eletrônica das câmeras e gravadores, com seus ministérios promovendo o contrário de seus nomes: o da Verdade, a mentira; o do Amor, a tortura; o da Paz, a guerra; e o da Fartura, a fome.
Quantas violências e injustiças estão sendo feitas em nome da corrupção, que existe desde que surgiu o homem na face da terra e só desaparecerá quando a humanidade desaparecer.
No Maranhão estamos vendo uma forma trivial desse procedimento: espalhar o medo, ameaçar as pessoas, perseguir e jogar a polícia e a justiça para chegar ao objetivo de desconstruir os adversários ou inimigos.
Graças a Deus isto tem sido tentado por vários ditadorezinhos de papel e o fim de todos eles é a derrota e o esquecimento.
Da Coluna do Sarney

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

EDINHO LOBÃO NÃO DESCARTA CANDIDATURA AO SENADO EM 2018

O suplente de senador Lobão Filho (PMDB) afirmou a O Estado que o grupo político ao qual pertence começará a discutir no próximo ano a eleição para o Senado Federal e a sucessão da atual gestão no Governo do Estado. O peemedebista não descarta disputar uma das duas vagas que serão abertas no Legislativo, com o término dos mandatos dos senadores João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB.
O posicionamento de Lobão Filho ocorreu após ele ter sido classificado pelo assessor especial da Presidência da República, Francisco Escórcio (PMDB), como candidato do grupo ao Senado em 2018, ao lado do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).
Ele avaliou o comentário de Escórcio, não descartou disputar a eleição, mas ressaltou que as conversas sobre o tema só serão iniciadas efetivamente em 2017.
“É natural que meu nome seja lembrado como candidato, uma vez que obtive uma vitória inegável nesta última eleição, apesar de não ter vencido o pleito. Tive menos recursos que meu adversário, vítima de um desejo forte de mudança por parte do eleitorado, e tive pouco tempo para andar pelo estado. Fico agradecido ao deputado Chiquinho Escórcio em carinhosamente fazer esse registro. Esta é uma discussão que o nosso grupo político irá iniciar em 2017”, disse.
Lobão Filho representou o grupo da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) na eleição de 2014 contra o atual governador, Flávio Dino (PCdoB).
Ele assumiu a condição de candidato depois de o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva (PSDB), ter desistido da disputa. Logo após a aquela eleição, Luis Fernando se aliou aos adversários.
Destaque
Lobão Filho atuou como senador da República de janeiro de 2008 a março de 2010 e de fevereiro de 2011 a dezembro de 2014.
Em 2013, no exercício do mandato, ele presidiu a Comissão Mista de Planos e Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e atuou de forma decisiva na condução do relatório orçamento 2014 do Governo Federal, o que rendeu elogios por parte das bancadas governistas e de oposição.
Na ocasião, o peemedebista foi cumprimentado e elogiado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e pelo então presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves (PMDB).
Ele também teve participação nas comissões de Educação, Cultura e Esporte; Serviços e Infraestrutura; Representativa do Congresso Nacional; Relações Exteriores e Defesa Nacional; Comissão de Reforma do Regimento, além do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
O ESTADO

terça-feira, 22 de novembro de 2016

RISCO DO FIM DA REELEIÇÃO FAZ FLÁVIO DINO TRABALHAR COM DOIS CENÁRIOS SOBRE SEU FUTURO POLÍTICO EM 2018

Os adversários estão fazendo de tudo para tornar mais densa a nuvem de expectativa que se encontra estacionada sobre o Palácio dos Leões, enquanto aliados se desdobram para dissipá-la e mostrar que tudo não passa de um jogo que vai dar em nada. O fato, porém – incontestável, diga-se – é que a possibilidade de o Congresso Nacional aprovar a PEC 113/16, que prevê mais um arremedo de reforma política, está colocando um forte sinal de interrogação sobre o futuro do governador Flávio Dino (PCdoB). Entre os seus artigos, a proposta prevê o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente da República no Brasil, incluindo as exceções previstas no outro arremedo de reforma aprovado no primeiro semestre, para vigorar nas eleições municipais. Se aprovado o tal artigo, o governador não poderá se candidatar à reeleição em 2018. A tentativa de guilhotinar esse direito dos governadores que no momento exercem o primeiro mandato está agitando os bastidores da política em Brasília, com fortes reflexos no cenário da política maranhense.
Entre os mandatários estaduais enquadrados nessa situação, Flávio Dino é, certamente, um dos mais afetados. Não porque corra algum risco de não se eleger senador, por exemplo, mas porque o movimento das peças no tabuleiro político-partidário que administra exigirá fórmulas complexas para evitar fissuras, rachaduras e até mesmo rompimentos na sua base de sustentação. Não se duvida da habilidade do governador para fazer a reengenharia necessária para manter o grupo que lidera, mas também não é possível ignorar que dentro desse grupo e fora dele existem segmentos que podem agir para criar problemas.
Na edição de uma semana atrás, a Coluna especulou, com base em avaliações cuidadosas, que o governador Flávio Dino estaria avaliando se candidatar à reeleição ou ao Senado. Se decidisse tentar renovar o mandato, reforçaria o seu projeto de Governo, dando continuidade às obras e programas, para dar novo passo somente em 2022; mas se tomasse a decisão radical de se lançar ao Senado e eleger o sucessor, teria chance de, se eleito, desembarcar na Câmara Alta em 2019 para se tornar, se não a mais importante, com certeza uma das vozes mais importantes da esquerda no País. Porta-vozes do Palácio dos Leões, a começar pelo mais autorizado, o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), se apressaram em afirmar que o governador será candidato à reeleição. A informação foi reforçada dias depois pela voz da presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (ES), que em entrevista ao bem informado Blog do jornalista Clodoaldo Corrêa, afirmou que Flávio Dino será candidato à reeleição, mas deixando claro que o partido gostaria de tê-lo como líder do mais ousado dos projetos políticos:  candidato a presidente da República
Nesse contexto, se o Congresso Nacional aprovar o fim total da reeleição para executivos que cumprem o primeiro mandato nas entranhas da PEC 113/16, o governador só tem um caminho: disputar uma cadeira no Senado ou na Câmara Federal. Óbvio que, com as credenciais políticas que dispõe, ninguém duvida de que seu caminho será a Câmara Alta. No caso, o maior problema será a escolha do candidato à sua sucessão, pois à primeira vista entre os seus aliados só existem até aqui dois nomes que poderiam ser viabilizados viáveis: o senador Roberto Rocha (PSB), que não seria sua escolha em situação normal, e, num a hipótese mais remota, o prefeito eleito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB). Isso porque, se Flávio Dino não for candidato à reeleição, é quase certo que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) tentará voltar Palácio dos Leões, sendo, nessas circunstâncias, uma candidata com muito peso e como aval do Palácio do Planalto. Tanto que os aliados dela estão fazendo carga para que a reeleição para cargos executivos seja definitivamente banida da vida política brasileira, pois avaliam que sem Flávio Dino como adversário, a ex-governadora seria favorita na disputa.
Inteiramente inserido no contexto político nacional, com canais que o permitem transitar nas mais diversas searas partidárias, o governador do Maranhão trabalha com os dois cenários: o da reeleição, que será o caminho mais tranquilo, por lhe dá a chance de manter o Governo e fazer um ou dois senadores; e o que considera a possibilidade de sua mudança para Brasília em 2019 turbinado por um mandato senatorial e com a chance de se tornar o principal porta-voz das esquerdas democráticas no Planalto Central.
Ribamar Correia

domingo, 20 de novembro de 2016

MANISFESTANTES INTERDITARAM TRECHO DA RODOVIA BR 316, EM BACABAL, POR MAIS DE 24 HORAS

Por volta das 14h30 deste domingo (20), a tropa de choque da Polícia Rodoviária Federal, finalmente, liberou o trecho da BR-316, em Bacabal, que estava interditado desde a amanhã deste sábado (19), quando moradores do povoado Piratininga fecharam a pista, no km 733, com pneus velhos e pedaços de madeira, além de atear fogo, impedindo que os veículos seguissem viagem nos dois sentidos da rodovia.

 
Ao repórter Romário Alves (TV Difusora), o delegado da PRF, Rayfran, disse que desde o sábado foi tentado um acordo com os lideres da manifestação, porém, os mesmo se mantiveram irredutível, só aceitando conversar com a presença de algum representante do Dnit.

Indagado sobre as razões que levaram a desativação do posto da PRF em Bacabal, o delegado alegou falta de efetivo.
Cobertura Exclusiva

A equipe de reportagem da TV Difusora/Bacabal foi a única a está presente no momento em que a pista foi liberada. As imagens exclusivas feiras pelo repórter cinematográfico André Lima, serão exibidas no programa Ronda, apresentado por Randyson Laércio, a partir do meio-dia, nesta segunda-feira (21).

MANIFESTANTES INTERDITAM BR 316 NO POVOADO PIRATININGA

Durante todo o dia de ontem(19), moradores do povoado Piratininga interditaram a rodovia no Km 377 bem próximo a Unidade Prisional de Ressocialização de Bacabal, uma grande manifestação foi registrada onde inclusive Policiais do 15° BPM e Corpo de Bombeiros foram acionados para atender essa ocorrência.

Saiba todos os detalhes na reportagem de Romário Alves e André Luís da Tv Difusora canal 2 Bacabal:

PAIS DE ALUNOS DEFICIENTES COBRAM COMPROMISSO DOS VEREADORES PELA MANUTENÇÃO DA EQUIPE DA ESCOLA PLIM PLIM

A escola Plim Plim, da rede pública do município de Bacabal, é uma referência no tratamento dispensado às crianças deficientes.
A afirmação é feita pelos pais, as pessoas mais interessadas no bem estar das crianças deficientes que estudam naquela escola.
A Plim Plim adota o sistema de educação inclusiva, onde não há distinção na forma de educar os alunos, embora reconhecendo as limitações daqueles que são portadores de alguma deficiência. A inclusão resulta na convivência sem estigmas entre as crianças e o reconhecimento de que todos podem alcançar o mesmo aprendizado, embora uns com menos celeridade.
A satisfação dos pais é tão patente, que na última sessão da Câmara Municipal de Bacabal, a senhora Irandy Torres da Silva fez um pronunciamento na tribuna, em nome dos pais e mães de alunos de escola Plim Plim.
Os pais cobram o compromisso dos vereadores para que não permitam mudanças drásticas no quadro docente da escola, “como é hábito a substituição dos servidores quando há mudança de grupo políticos na Prefeitura”. A frase é de Irandy Torres que em seu discurso enalteceu todos os profissionais: vigias, zeladores, secretárias, professores, diretores e em especial os cuidadores.
"Para quem não a conhece, a Plim Plim é uma escola pública diferenciada em nossa cidade, pois há ali um grupo unido e em harmonia que realiza um incessante trabalho, baseado na força de vontade dos seus profissionais, para fazerem as coisas da melhor maneira possível e que batalham diariamente pela qualidade não só na educação inclusiva, mas na vida dos nossos filhos.
O cuidador é a pessoa a quem devemos confiar todos os cuidados aos nossos filhos com deficiência, pois são eles que os alimentam, que administram medicamentos quando necessários, que os limpam nas suas necessidades fisiológicas, e que brincam com eles na hora do recreio, e tudo isso com o mesmo zelo, paciência e carinho que só os pais seriam capazes de ter. E esse importante profissional trás conforto não só para as crianças, mas para todos os pais que estão em casa, que tem a certeza de que seus filhos estão sendo bem tratados na escola.
E em busca da manutenção dessa certeza é que estamos aqui hoje, pois infelizmente ainda não temos a definição de quem assumirá a prefeitura em nossa cidade, mas alguns vereadores aqui continuarão seus trabalhos nessa casa legislativa. E a estes queremos expor que, de maneira nenhuma, aceitaremos qualquer decisão arbitrária, quanto à alteração ou demissão do quadro de profissionais daquela escola, considerando que é hábito comum a substituição dos servidores quando há mudança de grupo políticos na Prefeitura."

"PREFEITO TEM REAFIRMAR A VONTADE DE SER SERVIDOR PÚBLICO" ALERTA JOÃO MARCELO EM ENCONTRO DO PMDB


No Encontro de Prefeitos promovido pelo PMDB/MA, na manhã desta sexta-feira (18), o deputado federal João Marcelo enfatizou a necessidade das administrações municipais trabalharem com transparência e qualidade para atender às demandas da população.

"O momento é de exigência. O prefeito, o executor, o político, ele tem que ser um servidor público, reafirmar a vontade de ser um servidor público. O Brasil está querendo. O corte (de recursos) é grande. Vamos ter que trabalhar muito", alertou João Marcelo.

O parlamentar recomendou especial atenção para a importância de compor boas equipes nas gestões municipais, que elaborem projetos consistentes e agilizem a liberação de recursos do governo federal, inclusive de emendas. 

"As portas do meu gabinete em Brasília estão sempre abertas. Tenho conversado com inúmeros prefeitos. Estamos buscando até mesmo recursos de emendas de outros anos. Mas a liberação é difícil. Temos que fazer esse trabalho com muito afinco, com muito cuidado", afirmou João Marcelo.

Além de prefeitos eleitos e reeleitos, participaram do encontro a ex-governadora Roseana Sarney, o senador João Alberto, o ex-governador e diretor nacional da Funasa, Arnaldo Mello, o superintendente regional do Ministério da Agricultura, Antônio Santos, o assessor especial da Presidência da República, ex-senador Francisco Escórcio, o presidente em exercício do PMDB/MA, Remi Ribeiro, dirigentes da Fundação Ulysses Guimarães e vereadores.

PMDB REÚNE PREFEITOS ELEITOS COM ROSEANA E JOÃO ALBERTO


O Diretório do PMDB/MA promoveu, na manhã desta sexta-feira (18), um encontro de prefeitos com o objetivo de trocar experiências e orientar as gestões municipais que iniciam os trabalhos em janeiro de 2017. 

Além de prefeitos eleitos e reeleitos, participaram do encontro a ex-governadora Roseana Sarney, o senador João Alberto, presidente licenciado do partido, o deputado federal João Marcelo, o ex-governador e diretor nacional da Funasa, Arnaldo Mello, o superintendente regional do Ministério da Agricultura, Antônio Santos, o assessor especial da Presidência da República, ex-senador Francisco Escórcio, o presidente em exercício do PMDB/MA, Remi Ribeiro, o secretário-geral do partido, Carlos Couto, dirigentes da Fundação Ulysses Guimarães e vereadores.

O senador João Alberto alertou os prefeitos do partido e de agremiações aliadas para a necessidade de uma administração transparente, eficaz e comprometida com os interesses da população. "Primeiro, manter as contas em dia e pagar os funcionários. Depois, oferecer uma merenda escolar de qualidade, uma boa merenda. E também cuidar da urbanização das cidades. Temos que ter uma marca do PMDB, a de que o PMDB funciona", afirmou.

Para isto, ele lembrou que o partido comanda três ministérios e funções nacionais e regionais importantes na Funasa, Codevasf e Superintendência do Ministério da Agricultura, que podem auxiliar os gestores municipais a realizar uma administração de sucesso.

A ex-governadora Roseana Sarney ressaltou a importância do equilíbrio das contas como fundamental para a realização de uma administração bem sucedida. "Fui governadora por quatro mandatos. Desde o primeiro, minha maior preocupação foi com as contas do estado. Nunca tivemos problema. Quando sai do governo deixei as contas equilibradas e dinheiro em caixa. Vamos economizar e montar uma boa equipe. O povo confiou porque acreditou na competência de vocês para apresentar soluções, para fazer uma boa administração", enfatizou.

deputado federal João Marcelo reforçou a necessidade das administrações municipais trabalharem com transparência e qualidade. "O momento é de exigência. O prefeito, o executor, o político, ele tem que ser um servidor público, reafirmar a vontade de ser um servidor público. O Brasil está querendo. O corte (de recursos) é grande. Vamos ter que trabalhar muito",  disse João Marcelo.

"NO MARANHÃO O MEDO É UTILIZADO POLITICAMENTE", DIZ SARNEY EM ARTIGO

O medo como intimidação
Da Coluna do Sarney
Já citei muitas vezes o aforismo greco-romano de que “primeiro no mundo o medo criou Deus”. O medo é um sentimento que nos une aos animais e está relacionado com o conhecido e o desconhecido. Sabemos o que podemos sofrer e imaginamos o que podemos sofrer.
Com a vida social, o homem foi se libertando do medo. O Leviatã nos explica que o medo da morte leva o homem a buscar a paz que só a sociedade pode garantir. Mas à paz se opõe o desejo de poder. A busca de poder desequilibra a harmonia social e reintroduz o medo.
Se no começo o medo era simples – de animais, de fenômenos naturais ou do vizinho -, hoje, sem abandonar essas sensações atávicas, inclusive a visão do lobisomem e do bicho papão, ele tornou-se muito complexo. Sabemos que existe um arsenal nuclear que pode destruir, várias vezes, a vida sobre a terra; ou podemos ter o mesmo resultado se não formos capazes de reverter a marcha do aquecimento global – que Deus dê ao Trump o bom senso que ele não parece ter! E conhecemos as guerras, as mais midiáticas, como as da Síria e do Iraque, ou as mais escondidas, como a do Sudão do Sul, que tomam a forma do genocídio. E a fome, que tanta gente passa, e é outra maneira de morrer.
Quem não tem medo da violência, seja a das armas, que mantém o Brasil numa triste liderança mundial, e que chegou ao Maranhão com a sua brutalidade, seja a dos acidentes de trânsito, com a legião de vítimas aumentando agora pelo uso do smartphone? Ou de perder o emprego, de não poder ganhar o pão nosso de cada dia? Ou de ficar doente, e não ter socorro, tal é o estado de calamidade em que está a rede de saúde? E a ideia de aprender, da educação melhorar a vida das gentes, que vai por água abaixo?
Michel de Montaigne, que viveu em época de guerra de religiões, quando bastava uma suspeita para um massacre, escreveu um dos capítulos de seus Ensaios sobre o medo. Ele lembra que “aqueles que têm um medo forte de perder seus bens, de ser exilados, de ser subjugados, vivem em completa agonia, sem conseguir beber, comer e repousar, enquanto os pobres, os banidos, os criados vivem frequentemente em completa alegria. E tantas pessoas que, na impaciência causada pelo medo, se enforcaram, afogaram e precipitaram, nos ensinando que o medo é ainda mais insuportável que a morte.” E tem uma frase definitiva: “O de que tenho mais medo é do medo.”
É que o medo é escorregadio, ele se insinua nos espíritos e coloca as pessoas fora de si, capazes de fazer o que não fariam – contra o próximo e contra si mesmo. Voltando ao que Hobbes colocou no Leviatã, pior que o medo é o uso do medo como instrumento do poder.
No Maranhão hoje o medo é esse instrumento, utilizado politicamente. Todos têm medo: os comerciantes têm medo das fiscalizações dirigidas; os políticos têm medo das comissões de inquérito, semelhantes às da Inquisição, que levavam às fogueiras; os funcionários têm medo das ameaças e das demissões; cada cidadão tem medo de uma forma de perseguição. Uma denúncia aqui, uma demissão acolá, uma ameaça mais além, chantagens, pressões, insinuações, calúnias, difamações, falsidades… Tudo isso rasga a coesão social, rompe a vida das famílias, mina o futuro.
A ideologia semeia os dogmas – e ai daqueles que não acreditem. Hoje ela desapareceu, tornou-se retórica antiquada; só fez mal à humanidade. Nada fez mais medo, nem a guerra nuclear, que o regime encarnado em Stalin, que matou mais de 30 milhões de pessoas. Será que alguém pensa que o comunismo pode renascer no Maranhão?
Que saudade do medo simples de minha infância, quando – é minha primeira memória – eu e meus irmãos espiávamos, de detrás da porta, os índios que entravam na cidade em fila!
O que o medo não pode nos tirar é a esperança.

SENADORES DO MARANHÃO COMENTAM POSSIBILIDADE DO FIM DA REELEIÇÃO

A bancada maranhense no Senado da República falou com exclusividade a O Estado a respeito de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), articulada pelo senador Aécio Neves (PSDB) no Senado da República junto a partidos e bancadas, e que poderá dar fim a reeleição para cargos majoritários no país: presidente, governadores e prefeitos.
A peça teria por objetivo inicial neutralizar uma possível investida do presidente da República Michel Temer (PMDB) em busca da reeleição, e ao mesmo tempo, fortalecer o PSDB para a disputa eleitoral de 2018. Para isso, o seu efeito seria retroativo, ou seja, tomaria como base o período das últimas eleições.
Por esse motivo, acabaria atingindo, em escala decrescente, governadores eleitos em 2014 e prefeitos eleitos em 2016, mesmo ano em que Temer assumiu o Palácio da Alvorada.
Os senadores João Alberto (PMDB), Pinto Itamaraty (PSDB) e Edison Lobão (PMDB), se manifestaram sobre o tema. Roberto Rocha (PSB), licenciado do mandato, não respondeu aos questionamentos levantados por O Estado.
Para João Alberto, a proposta é viável. “Tem o meu apoio. O fim da reeleição tem sido discutido há muito tempo pela sociedade”, disse.
O peemedebista ponderou, contudo, que se posicionará oficialmente, no momento da votação, de acordo com a orientação de seu partido político. “Vou seguir o que o PMDB, em conjunto, decidir”, completou.
O senador Pinto Itamaraty, no exercício do mandato por causa da licença de Roberto Rocha, também se posicionou favoravelmente ao conteúdo da matéria.
“A reeleição deverá cair, a qual sou a favor. Além disso, sou a favor de que fique em 5 anos [tempo de mandato] para todos os cargos”, completou.Edison Lobão pondera que modelo atual pode continuar
Já, o senador Edison Lobão, acredita que o atual modelo pode continuar. “Já passamos por todas essas experiências. Em certo momento buscamos ansiosamente a coincidência de todos os mandatos como meio de reduzir custos das campanhas e colocar todos no mesmo esforço eleitoral. Isto resultou na prorrogação de mandatos municipais e a experiência não foi bem sucedida. Já tivemos mandatos de seis anos, de cinco anos, enfim, passamos por todas as experiências sem que mostrássemos satisfação com qualquer delas. No caso da reeleição, ela existe na maioria dos países. Não vejo nada em contrário na medida em que quem decide sobre a recondução do prefeito, governador e do presidente da República é o eleitor, perfeitamente capacitado a decidir”, pontuou.
Votação
No mês de abril deste ano, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado da República, aprovou a proposta de reforma política que determinava o fim da reeleição para cargos do Executivo.
O relator da matéria foi o senador Antonio Valadares (PSB-SE), que encaminhou o texto para o Plenário da Casa. Depois de apreciada, a matéria retornará para a Câmara Federal, onde houve o desmembramento da PEC 113/2015, que tratou da abertura da janela partidária.
No Senado, a expectativa é de que a peça, articulada por Aécio Neves, ganhe força entre partidos, bancadas e blocos.
Em partes
Após ter sido aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o texto da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) pode ser votado em partes no Plenário. O senador Antonio Carlos Valadares sugeriu no início do mês, votação em separado da reeleição para cargos majoritários, com emendas que ajustem o tempo de mandato. Outras proposições, com o mesmo objetivo, já teriam sido protocoladas na Casa. O senador Eunício Oliveira, do PMDB, declarou que a tendência da sigla é de apoiar a PEC articulada por Aécio Neves.
Flávio Dino pode ser alcançado por mudança discutida no Senado
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pode ser alcançado pelas mudanças discutidas no Senado da República, referentes à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) articulada por Aécio Neves (PSDB).
Eleito para um primeiro mandato em 2014, Flávio Dino ficaria impossibilitado de disputar a reeleição, caso e peça seja aprovada. Isso porque a norma passaria a ter efeito sobre o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e em escala decrescente, sobre governadores e prefeitos em exercício.
Sem influência sobre a atual bancada maranhense no Senado, Flávio Dino trabalha, nos bastidores, para alcançar a reeleição e eleger dois senadores em 2018 – com a abertura das vagas de Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) -, que encerram os seus mandatos no período.
No grupo do comunista, os nomes já cogitados para os cargos são, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), o deputado federal Weverton Rocha (PDT), o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) e o deputado federal Waldir Maranhão (PP). Alguns destes, contudo, não possuem a simpatia do governador, a exemplo de Zé Reinaldo.
Com a eventual aprovação da PEC e impossibilidade de disputar a reeleição, contudo, é possível que Flávio Dino busque uma das vagas e discuta, em consórcio, apoio para um dos quatro nomes cotados à outra vaga em disputa.
Neste cenário, há ainda a abertura para a construção de um sucessor no Palácio dos Leões, o que ampliaria a disputa por espaços para o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e aqueles não contemplados na corrida pelo Senado.
Trata-se de uma espécie de quebra-cabeça já analisada pelo governador comunista.
O ESTADO

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

REALIZADA EM BACABAL A 3ª MARCHA PRA JESUS

Uma multidão de pessoas foram as ruas dançar e louvar ao senhor na 3ª Marcha pra Jesus realizada por várias igrejas evangélicas da cidade de Bacabal. 

O evento partiu da Avenida Getúlio Vargas enfrente a Biasa com destino ao Centro Cultural. Veja todos os detalhes , na reportagem da Tv Difusora canal 2 Bacabal.




JOÃO ALBERTO PROVOCA ROSEANA E FLÁVIO DINO PARA DIZER QUE O GRUPO SARNEY ESTÁ VIVO PARA A GUERRA DE 2018

As declarações do senador João Aberto (PMDB) provocando a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) no sentido de que ela saia da zona de conforto em que se encontra e se prepare para enfrentar o governador Flávio Dino (PCdoB) na corrida para o Governo do Estado em 2018 funcionou como uma senha para avisar que o Grupo Sarney não está morto e que começa a se recuperar do coma com que saiu das urnas em 2014. Segundo o sempre bem informado blog do jornalista Marco D`Eça, mesmo admitindo que o grupo só tem a ex-governadora com cacife político e eleitoral suficiente para enfrentar o governador, João Alberto falou em tom otimista, argumentando que ela tem capilaridade política e eleitoral em todos os recantos do Maranhão. Raposa política tarimbada, o ativo comandante do PMDB no estado faz também, nas suas declarações, uma clara provocação ao governador ao dizer que a ex-governadora é “é o único nome com força para barrar Flávio Dino”.
Independente da circunstância em que João Alberto deu tais declarações, o fato evidente é que elas têm dois objetivos bem claros. O primeiro é exatamente mandar um recado direto ao governador Flávio Dino e ao grupo partidário que o cerca que os seus contrapontos na política do Maranhão são a ex-governadora Roseana Sarney e o PMDB. E o segundo é dizer que o Grupo Sarney não pretende ficar de braços cruzados quando o processo político e partidário que desembocará nas urnas de 2018 já está em pleno andamento.
João Alberto avança na provocação avaliando, à sua maneira direta, que a população não se deixou seduzir inteiramente pelo projeto de governo e de poder de Flávio Dino e espera uma liderança capaz de fazer o contraponto nas próximas eleições. Tal liderança, para ele, é a ex-governadora Roseana Sarney. E argumenta: “Roseana é o único nome com força para barrar Flávio Dino em 2018. Ela tem o carisma que Dino não tem; e é conhecida eleitoralmente em cada canto deste Maranhão”. E arremata com o tom de tiozão dando-lhe um leve puxão de orelha: “Ela só precisa deixar a zona de conforto e encarar o contraponto ao projeto comunista”.
O presidente do PMDB maranhense reforçou seus provocadores petardos verbais dirigidos ao governador Flávio Dino avaliando que ele e seu grupo fracassaram nas eleições municipais apesar dos impressionantes 46 prefeitos eleitos pelo PCdoB, quase metade dos eleitos pelo partido em todo o país. O senador justifica o que entende ser o fracasso do atual Governo: “Tenho feito política semanalmente no Maranhão. E converso com lideranças de todo o Maranhão. Há um caminho aberto que precisa ser ocupado”. Ou seja, políticos tradicionais não estariam nada satisfeitos com a quebra de paradigma que tem sido a gestão de Flávio Dino, defendido por seus porta-vozes nos cenários estadual nacional como moderna e inovadora.
O fato é que a provocação à Roseana Sarne y e a Flávio Dino foi feita pelo senador João Alberto como uma marcação de terreno numa guerra política que está começando e que ao longo dos 22 meses que restam certamente produzirá situações surpreendentes, como, por exemplo, uma eventual candidatura da ex-governadora ao Palácio dos Leões. Ou uma candidatura do governador ao Senado. E pode-se ler também nas entrelinhas das declarações do senador João Alberto que ele próprio é também candidatíssimo ao Governo caso Roseana Sarney resolva permanecer em casa ou disputar o Senado.
O fato é que dificilmente o senador João Alberto diria o que disse sem ter por motivo um plano de repercussão imediata. Até porque o que está acontecendo é exatamente o fortalecimento político do governador Flávio Dino dentro e fora do Maranhão.
 Ribamar Correia